EDITORIAL
Não, eu não sou blasé !!!!
Não sei se a palavra “blasé” faz parte do seu dicionário, mas acredite... ela faz parte do seu dia-a-dia.
A atitude blasé se refere à liberdade da indiferença. Significa “ser livre” para ser indiferente, preservando a autonomia e a individualidade frente a uma cultura externa. “Livre” para ser conhecido ou para se recolher no anonimato, assim, quando bem se quiser...
O sociólogo Georg Simmel, analisando o fenômeno urbano, diz que “a essência da atitude blasé está no poder de discriminar...” Significados e valores diferenciais de coisas e pessoas aparecem destituídos da sua essência e posicionam-se diante da pessoa blasé num tom uniformemente fosco, sem importância.
Nada merece preferência sobre esse poder de anular, de recusar e de se esconder do outro. Nada vale mais do que o poder de escolher a si mesmo.
É a liberdade da auto-preservação de uma personalidade que custa o preço da desvalorização de todo o resto.
Sabe de uma coisa? Se há algo que Jesus nos livra é dessa “liberdade” louca.
Somos verdadeiramente livres dessa falsa liberdade porque verdadeiramente Cristo nos libertou.
Essa nova liberdade, que vem de Deus e que nos livra de nós mesmos, é muito mais louca do que aquela outra, mas, no entanto, ela é real. E todas as diferentes formas que demonstram e testificam, em amor, o amor que há nessa liberdade, são válidas.
Podemos virar de ponta cabeça ... sermos loucos com os loucos.. sábios com os sábios... falarmos “na quebrada” com os “da quebrada”, “remarmos” com skatistas e “batermos cabeça” ao som de um bom rock in roll ...Somos livres da indiferença, do olhar desfocado e da “liberdade do eu”.
Esperamos que cada edição desta revista seja assim: uma expressão escrita que revela a liberdade da vida em Cristo Jesus. A liberdade que está acima de todas as diferenças, mas que , ao mesmo tempo, as celebra em unidade. A liberdade de sermos todos de Deus e não mais de nós mesmos.